Post Icon

A volta do sentimentalismo


Depois de 3 meses sem expressar meus pensamentos volto a escrever. Motivos de tanto tempo longe? Falta de tempo, pensamentos confusos e turvos, mudanças, adaptações. E esse meu coração que adora falar, calou-se. Mas como tudo não dura pra sempre, eu voltei, voltei para ficar, porque aqui, aqui é meu lugar... (momento Roberto Carlos! Hehe) E adivinhem o tema deste post?!Pois é, lá vem os tais sentimentos.

 Engraçado como um ser que nunca viveu relacionamentos duradouros ou até mesmo “marcantes”  fala tanto de amor. A reposta é simples, essa pessoa que vira em mexe toca no mesmo assunto, vive buscando sentimentos, que são a extensão e complemento da vida. Resumindo, como já disse parecido em post’s anteriores, eu sou toda coração.

Eu sou a pessoa que ri por tudo e por nada, a garota que olha nos olhos e tenta descobrir segredos, a menina que chora com facilidade e a mulher que levanta e dá a volta por cima. Sou a jovem que aprecia a passagem do tempo, a mente que estuda movimentos e a alma que ama. Eu sou. Eu sou isso e mais um pouco, e pra mim basta, pois é assim que me sinto realizada. É assim que consigo expor meu amor.

Sim, eu amo. Cada dia mais, ou como diz a fala de um filme que gosto, “amo mais que ontem e menos que amanhã”. Amo com a intensidade que devo amar e com a objetividade que devo ter, afinal, amor é sonho, mas mais que isso é realidade. E é por viver de amar que hoje volto a expressar os meus melancólicos, nostálgicos - como já me disseram certa vez – e quem sabe até ilusórios pensamentos sentimentais!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Post Icon

Um dia como qualquer outro?


   Pra alguns, um dos dias mais esperados do ano. Pra outros, um dia nostálgico, triste.  Há quem diga que é o dia da reconciliação, dia de acordar o sentimento que estava adormecido, dia de fazer diferente, dia de ser feliz. Há quem retruque dizendo que é um dia até desnecessário no calendário. Afinal, 12 de junho é um dia como qualquer outro?
   Talvez sim, talvez não. Isso só depende de quem o observa. Então, vou abrir o púlpito e falar o que penso, como sempre aliás.Dia dos namorados, pra mim é sim um dia como outro qualquer, pois é mais um que passo solteira, sem a outa parte que compõe o tal “dia feliz”.  Mas não quero que isso permaneça por muitos e muitos anos. Pelo contrário, se dependesse de mim este seria já há algum tempo uma data especial, um dia embalado pela aura do amor.
   Na verdade não tenho pressa, se não aconteceu ainda é porque não tinha que acontecer, é porque não chegou o dia, a hora, o momento. Acredito que o amor anda de mãos dadas com a fé e a esperança, mas como já diz a primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios, “o amor é o maior destes”, portanto, é o que deve haver para construção de uma base sólida em um relacionamento.
    Sou puro coração, muitos sabem disso, e sendo assim acredito que “namorado” não é apenas o codinome dado ao ser que te beija na boca e anda contigo de mãos dadas. Não, “namorado” a meu ver é o ser com quem se divide alegrias, tristezas, vitórias, derrotas... É o ser que completa, que faz sorrir, sonhar... É o ser que com um sorriso ou um afago, faz a mágoa dissipar-se, a discórdia cessar... É o ser que a voz é melodia aos ouvidos, o cheiro é perfume ao olfato e, o olhar é calmante à alma...
   Enfim, é tudo que faz bem ao coração, e que que assim como milhares de mulheres desse mundo, um dia pretendo encontrar!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Post Icon

Era uma vez um carro...


   Até onde vai o amor entre o homem e um carro? Me fiz várias vezes essa pergunta. Talvez porque no fundo de meu ser, esse tipo de sentimento existia e eu não sabia. Pois então, hoje vou relatar a descoberta desse amor que desde sempre habitava em mim, mas que como tudo que é essencial, só foi aflorar após a perda da outra parte.
   A história começa em 1980 – lembrando que nessa época eu nem era espermatozóide – quando meu amado pai decide comprar um carro. Tratava-se de um Chevette, ano 77 de cor amarela. Até aí tudo bem, tudo normal, pois adquirir um automóvel é o sonho de qualquer humano, mais ainda de qualquer HOMEM. Por ser ano 77 e estando nos anos 80, o carro era novo, mas mal sabia meu pai, que aquele Chevette, perduraria por muitos anos em sua vida. Vou fazer como às novelas – “11 anos depois...” - e chegar ao ano de meu nascimento, que afinal é onde entro nessa história. Outubro de 1991 chego a esse mundinho, fruto do segundo relacionamento “oficial” de painho, sendo sua SÉTIMA filha. Você deve estar rindo né? Realmente, meu pai “trabalhou” muito em 11 anos! Mas voltando ao foco, advinha quem estava presente no estacionamento da maternidade? Isso mesmo, o agora apelidado CANARINHO! Já eram 11 anos de convivência entre meu pai e o Chevette, ou seja, ele fazia parte da família. Os anos foram passando, eu fui crescendo, e o Chevette me acompanhava, não tão novo como os outros da cidade, mas extremamente guerreiro. Lembro-me de grandes momentos com aquele carro, como no dia que brincando com amigos na rua, caí e cortei o pulso, e foi por conta do Canarinho que cheguei de imediato no hospital. Ou ainda dos diversos anos escolares, onde eu esperava ansiosa pela chegada daquele carro, bastava ele aparecer ao longe que eu já estava pronta pra embarcar e seguir o caminho de casa. Quem me conhece a muito tempo sabe que até meu último ano escolar em Guarabira, o 4⁰ ano magistério, eu esperava todos os dias junto com meu sobrinho, painho ir me pegar no “Amarelinho” – mais um apelido carinhoso – pra nos levar pra casa. Em Guarabira, quem não conhecesse painho de nome, era só dizer: “É aquele do Chevette amarelo!”  Pronto,  sabia-se quem era, pois, orgulhosamente ele era uma relíquia. Se eu fosse contar todas as lembranças que tenho desse automóvel, o blog inteiro era pequeno. Pois é, eu o considerava um irmão, afinal, ele estava à 31 anos nas mãos de meu pai, 19 ao meu lado.Confesso, que por muitas vezes afirmei que painho não ia nunca se desfazer do Amarelinho, eu realmente acreditava nisto, e até em hipótese de num futuro bem distante painho chegasse a falecer, eu iria fazer o possível e o impossível para que o carro não saísse da família. Seria minha eterna lembrança.
   Mas, nem tudo é como queremos, e vamos ao triste fim desta história de amor. O carro que me proporcionou incríveis lembranças, que participou de grandes e quase todos os momentos de minha vida, me deixa hoje com lágrimas... Lágrimas de saudade, pois meu querido pai tomou a decisão de TROCAR o Chevette Canarinho Amarelinho, e eu nem pude me despedir. Caros leitores, vocês podem estar agora pensando que sou louca por estar declarando amor a um bem material. Pois bem, eu sou louca e pode crer, eu já condenei pessoas por dizerem algo parecido a mim e agora cá estou eu no mesmo patamar.
    Pra finalizar, deixo uma promessa que faço a mim mesma, tendo vocês leitores como testemunhas, meu primeiro bem a ser adquirido com o dinheiro de meu suor no dia em que conseguir um emprego, será o CHEVETTE CANARINHO AMARELINHO ANO 77, para que meu amor possa ser infinito e eterno!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Post Icon

Seu olhar...

     Eu poderia escrever sobre uma parte de seu corpo, um traço de seu rosto ou até mesmo sobre seu jeito de ser. Sim, eu poderia, mas não é sobre nada disso que quero discorrer, desejo falar de algo que me faz sentir emoções extraordinárias, me faz perder os sentidos, me faz devanear... O seu olhar. Olhar sólido, sedutor, cativante, profundo.
   Você diz que meu olhar é uma arma engatilhada pronta pra atirar, no entanto você não percebe que é apenas o modo de defesa que este encontrou pra escapar do seu. Na verdade, vivo numa constante fuga, pois esses seus lindos citrinos são o desarme para o meu olhar. Porém eu não consigo fugir por muito tempo, pois meu pensamento me trai e leva o meus olhos de encontro aos seus. Pronto, tudo está desfeito... Minha fragilidade se revela e você me domina totalmente, me deixando presa a este encanto, que me faz alimentar utopias. Por favor, não me olhe assim... Juro que queria ter forças pra não ser vulnerável, mas esse seu olhar... Eu não sei explicar.  Ele tem o poder de me persuadir, de me envolver, de me deixar louca pra dizer palavras que estão guardadas, engasgadas...
   Mas hipnotizada, não falo, me calo e fico apenas a apreciar e a me deixar embalar, por esse seu olhar...

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Post Icon

Pensamentos e palavras!


  Interessante o quanto pensamentos e palavras movem e dão sentidos a uma vida. Pensamento é algo incrível, que alguém mais incrível ainda inventou para que os seres humanos pudessem ser o que afinal são. Eles nos leva longe, nos faz imaginar loucuras, viver grandes experiências e principalmente nos tira da estressante realidade fazendo-nos sonhar por segundos, minutos... Podem ser bons, ruins, mágicos, falsos, encantadores, demoníacos... Prefiro falar dos bons - aqueles que fazem com que queiramos que se realize –, pois sempre são bem-vindos. Não há um local específico para tê-los, todo lugar é lugar, toda hora é hora, basta relaxar e deixar fluir.
   As palavras? Ah! As palavras, essas são hora inimigas, hora amigas. A mesma boca que pode dizer um dia: eu te amo, não sei viver sem você, me desculpe, você é tão importante pra mim; pode dizer também: esqueça-me, você não significa nada, mantenha distância de mim. É, algumas podem magoar profundamente e irremediavelmente,  fazer amar viva e intensamente, fazer chorar, rir, iludir e emocionar. Que poder tem as palavras... E mesmo sabendo desse poder, não as medimos em certos momentos, não as falamos na hora correta, deixando passar assim, oportunidades que talvez nunca retornarão. Tenho certeza que este tipo de  falha é de “fábrica” nos seres humanos. Falha que pode ser corrigida, assim como qualquer outra, ou pelo menos aperfeiçoada.
   Enfim, pensar e falar é algo mais complexo do que se imagina, na verdade é a complexidade de fato.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS